sexta-feira, 1 de abril de 2011

Esquema básico de funcionamento do elevador

A cabina é montada sobre uma plataforma, em uma armação de aço constituída por duas longarinas fixadas
em cabeçotes (superior e inferior). O conjunto cabina, armação e plataforma denomina-se carro.
O contrapeso consiste em uma armação metálica formada por duas longarinas e dois cabeçotes, onde são
fi xados pesos (intermediários), de tal forma que o conjunto tenha peso total igual ao do carro acrescido de
40 a 50% da capacidade licenciada.
Tanto a cabina como o contrapeso deslizam pelas guias (trilhos de aço do tipo T), através de corrediças.
As guias são fixadas em suportes de aço, os quais são chumbados em vigas, de concreto ou de aço, na caixa.
O carro e o contrapeso são suspensos por cabos de aço ou novos elementos de tração que passam por polias,
de tração e de desvio, instaladas na casa de máquinas ou na parte superior da caixa.
O movimento de subida e descida do carro e do contrapeso é proporcionado pela máquina de tração, que
imprime à polia a rotação necessária para garantir a velocidade especificada para o elevador. A aceleração e
o retardamento ocorrem em função da variação de corrente elétrica no motor. A parada é possibilitada pela
ação de um freio instalado na máquina.


Além desse freio normal, o elevador é dotado de um freio de segurança para situações de emergência.
O freio de segurança é um dispositivo fi xado na armação do carro ou do contrapeso, destinado a pará-los, de
maneira progressiva ou instantânea, prendendo-os às guias quando acionado pelo limitador de velocidade.
Sua atuação é mecânica.
O limitador de velocidade, por sua vez, é um dispositivo montado no piso da Casa de Máquinas ou no interior da
caixa, constituído basicamente de polia, cabo de aço e interruptor. Quando a velocidade do carro ultrapassa um
limite preestabelecido, o limitador aciona mecanicamente o freio de segurança e desliga o motor do elevador.
Importante: Prevendo o projeto, a construção de recintos habitados ou locais por onde possam circular pessoas embaixo do Poço do elevador, será necessária a instalação de freio de segurança no contrapeso, ou a instalação de um pilar sólido abaixo do pára-choque do contrapeso, estendendo-se para abaixo até o solo firme, ocasionando a redução da área da cabina do elevador em relação à solução normal.

Material disponível para baixar no site abaixo:



domingo, 27 de março de 2011

Uma piscina moderna!

Não são todos os dias que você consegue ver simplesmente algumas pessoas embaixo de uma piscina sem estarem molhadas e andando livremente, a não ser que você esteja no Japão e se depare com a incrível estrutura da piscina falsa.

Que idéia fantástica essa piscina falsa criada pelo artista argentino Leandro Erlich para o Museu do Século 21 de Arte Contemporânea de Kanazawa, no Japão. As pessoas podem andar por baixo da piscina e para as outras que vêem de fora da piscina parece que todos estão embaixo d’água.


9147412_9c51742e61_o Piscina falsa


A piscina falsa é feita com duas placas de vidro com 30 cm de espaço entre uma e outra, e este espaço é preenchido com água. Por cima da placa superior de vidro mais uma camada de uns 10 cm de água para tornar ainda mais realístico o efeito.






9147411_3c0b4ee897_o Piscina falsa



segunda-feira, 7 de março de 2011

Os cortes

A função básica de um corte é complementar as informações da planta baixa, principalmente no que se refere às alturas dos componentes da edificação. As imagens abaixo mostram duas situações de planos que cortam a nossa casa de estudo.
A posição destes planos varia de acordo com a edificação e com o que se pretende mostrar, mas você deve tentar cortar janelas e portas e outros elementos importantes como, por exemplo, as escadas, elevadores, desníveis e a caixa d'água.
A quantidade de cortes também varia de acordo com a complexidade do projeto e podem até mesmo serem referentes a um elemento específico do projeto. Você pode, por exemplo, fazer um corte somente da sua escada e este seria desenhado em outra escala e com mais detalhes.
Na sequência você pode ver o desenho final do corte mostrado anteriormente. As regras aplicadas na planta baixa continuam valendo aqui.
1. Os elementos cortados pelo plano serão desenhados com linha contínua e grossa.
2. Os elementos além do plano de corte estarão em vista e serão desenhados com linha fina e contínua.
3. Os elementos em projeção continuam sendo desenhados com linha fina e tracejada.
Na sequência você vê os desenhos do segundo corte aplicado no modelo. No caso desta residência, a escolha dos planos de corte se deu em função da posição da caixa d'água e da escada. Sempre é importante que se mostrem esses dois elementos cortados.



Como desenhar um corte

A técnica para se desenhar um corte é a mesma tanto no CAD como na prancheta.
1. Posicione a planta baixa de tal forma que você fique olhando para onde a indicação do corte aponta.
2. A partir da linha de corte desenhe linhas de chamada e marque os elementos que estão secionados pela mesma (plano de corte).
3. Marque linhas de chamada na horizontal com as alturas de laje, portas, janelas, telhados e outros.
4. Da mesma forma que na planta baixa, marque as paredes e em seguida as portas e janelas contidas nelas.
5. Desenhe os elementos que estão além do plano de corte e os que estão em projeção.
Programas como o ArchiCAD, o DataCAD, o Revit e até mesmo o Sketchup, são capazes de gerar cortes automáticos a partir de modelos 3D. Vale lembrar que para que o resultado destes cortes seja correto e satisfatório, o modelo 3D deverá ter todas as informações necessárias seja por parametrização de dados seja por modelagem tridimensional. Vale informar também que, apesar da eficiência comprovada dessas ferramentas, os desenhos resultantes quase sempre precisam de alguns reparos e/ou da adição de detalhes e/ou de outros elementos gráficos. Por isso é fundamental para o aluno o aprendizado dos conceitos e da confecção desses desenhos pelos métodos provenientes da geometria plana e descritiva.
Os desenhos abaixo ilustram a técnica de confecção dos cortes
6. Faça desenhos simplificados em um primeiro momento. Observe, por exemplo, que o telhado é inicialmente marcado com linhas simples. Estes procedimentos (1 ao 6) devem ser adotados para todos os pavimentos e para a coberta. Todos os desenhos devem manter o mesmo alinhamento.
7. Depois de definido todos os elementos comece a fazer os detalhes de acabamento.
8. Somente depois de todo o desenho finalizado, você começará a desenhar as cotas e os textos.
Embora a cotagem de elementos horizontais seja uma prática comum, a ABNT recomenda que somente elementos verticais sejam cotados em um corte pois todas as dimensões de largura e profundidade deverão ser informadas nas plantas do projeto.
O corte transversal segue o mesmo processo, mas as informações referentes às alturas são todas originadas do primeiro corte. Desta forma você garante a compatibilidade de seu projeto. O procedimento para o desenho de segundo corte é o mesmo do primeiro. A única diferença é que, agora que você já tem um corte desenhado, você terá que obrigatoriamente, cruzar as informações da planta baixa com as do corte existente. Veja que as linhas de chamada são desenhadas dos dois desenhos.
Observe que o desenho das paredes dos cortes é feito da mesma maneira que na planta baixa. Você pode também detalhar melhor estes elementos e mostar as lajes, vigas, alvenarias, níveis de piso pronto e no osso dentre outros. O nível destes detalhes depende de cada projeto e de cada profissional. 

Arquitetura - Planta baixa

A Planta Baixa, é onde se especifica quase todo tipo de informação possível do projeto, informações estas de construção, como locação da obra dentro do terreno, e todo tipo de cotapossível que mostre distâncias de largura e comprimento do ambiente.
Normalmente a Planta Baixa é feita a partir de uma secção de 1.50m de altura. Tudo que estiver acima desta medida, será dada em projeção.
A cota, é a linha onde marcamos os pontos que limitam um ambiente ou uma parede, especificando nesta seu valor. Normalmente o valor é dado em metros (ex.: 1.00, 0.55, 0.15, etc.)
linha de cota
Na Planta, acrescentamos ainda especificações de esquadrias, ou seja, janelas e portas, onde indicamos altura, largura e ainda o peitoril da mesma. Podemos indicar estas dimensões através de um quadro de esquadria, ou ainda dentro da própria planta baixa.
PORTA - identificação dentro da planta baixaExemplo de porta com identificação dentro da planta baixa.

Exemplo de janela com identificação dentro da planta baixa. JANELA - identificação dentro da planta baixa
Na porta, 0.60 = largura e 2.10 - altura
Na janela 1.00 = largura, 0.30 = altura e 1.80 = peitoril

É necessário ainda, dentro da Planta, especificar o nome, área e nível de cada ambiente.
ambiente, área, nível
Esta área, é dada como área útil do ambiente, ou seja, de dentro a dentro. O nível seria a altura em que o ambiente se encontra, em relação a um nível zero, podendo ser a rua, quintal, terraço, etc.
Todo tipo de projeção, também é interessante demonstrar no projeto. Projeção, por exemplo, de caixa d'água, cobertura, marquise, vigas, etc. 

Mostre sempre também a posição de norte e ventos predominantes.

Junto com a planta baixa, também apresentamos a planta de cobertura, situação e locação. Se quiser, pode-se unir estas três em uma só.
A Planta de Situação, mostra onde o terreno da construção está situada no quarteirão, bairro, rua, ou cidade até, sempre mostrando quando possível um ou mais pontos de referência, como por exemplo um supermercado, shopping, farmácia, etc.
Planta de Situação
planta de situação

A Planta de Locação mostra onde a construção está locada dentro do terreno, sempre indicando as cotas de amarração, ou seja, as distâncias do limite do terreno (muro, cerca viva, etc.) até um ponto inical da obra. No mínimo, colocar sempre duas cotas.
Nesta Planta, ainda podemos também definir a locação dos "molhos" (vegetação tasteira ou não), calçadas, caminhos, etc., sempre cotando, ou amarrando ao terreno.

Na Planta de Cobertura, indicamos sempre as posições das águas, ou seja, para que lado cada pedaço do telhamento está inclinado.



NOTE: dependendo do tipo de Planta Baixa, as informações contidas nelas devem mudar, como por exemplo, se for uma Planta de Pontos Elétricos, Elétrica, Hidráulica. Nestas, não interessa mais as áreas, cotas de ambientes, esquadrias, etc., e sim, as cotas necessárias para representar, para indicar, o que se pretende fazer naquela Planta (hidráulica, elétrica, etc.).

NOTE: sempre indique abaixo de qualquer Planta ou desenho em geral, a escala e a identificação do desenho, como Planta Baixa, ou Planta de Situação. Se possível, indique também áreas, como de terreno, construída, coberta, etc.

NOTE: a melhor livraria para seu projeto, é aquela que está em sua volta, como sua casa, sua rua, cidade. Pesquise sempre, saia medindo paredes se preciso. Caso não tenha nenhuma trena, use o palmo, dedos, pois o que vale mesmo, não é a medida exata, mas sim noção de espaço. O que cada ambiente representa para o usuário, assim como o que cada usuário representa para cada ambiente.



(Fonte: http://www.sitengenharia.com.br/arquiteturaplantabaixa.htm)