segunda-feira, 7 de março de 2011

Arquitetura - Planta baixa

A Planta Baixa, é onde se especifica quase todo tipo de informação possível do projeto, informações estas de construção, como locação da obra dentro do terreno, e todo tipo de cotapossível que mostre distâncias de largura e comprimento do ambiente.
Normalmente a Planta Baixa é feita a partir de uma secção de 1.50m de altura. Tudo que estiver acima desta medida, será dada em projeção.
A cota, é a linha onde marcamos os pontos que limitam um ambiente ou uma parede, especificando nesta seu valor. Normalmente o valor é dado em metros (ex.: 1.00, 0.55, 0.15, etc.)
linha de cota
Na Planta, acrescentamos ainda especificações de esquadrias, ou seja, janelas e portas, onde indicamos altura, largura e ainda o peitoril da mesma. Podemos indicar estas dimensões através de um quadro de esquadria, ou ainda dentro da própria planta baixa.
PORTA - identificação dentro da planta baixaExemplo de porta com identificação dentro da planta baixa.

Exemplo de janela com identificação dentro da planta baixa. JANELA - identificação dentro da planta baixa
Na porta, 0.60 = largura e 2.10 - altura
Na janela 1.00 = largura, 0.30 = altura e 1.80 = peitoril

É necessário ainda, dentro da Planta, especificar o nome, área e nível de cada ambiente.
ambiente, área, nível
Esta área, é dada como área útil do ambiente, ou seja, de dentro a dentro. O nível seria a altura em que o ambiente se encontra, em relação a um nível zero, podendo ser a rua, quintal, terraço, etc.
Todo tipo de projeção, também é interessante demonstrar no projeto. Projeção, por exemplo, de caixa d'água, cobertura, marquise, vigas, etc. 

Mostre sempre também a posição de norte e ventos predominantes.

Junto com a planta baixa, também apresentamos a planta de cobertura, situação e locação. Se quiser, pode-se unir estas três em uma só.
A Planta de Situação, mostra onde o terreno da construção está situada no quarteirão, bairro, rua, ou cidade até, sempre mostrando quando possível um ou mais pontos de referência, como por exemplo um supermercado, shopping, farmácia, etc.
Planta de Situação
planta de situação

A Planta de Locação mostra onde a construção está locada dentro do terreno, sempre indicando as cotas de amarração, ou seja, as distâncias do limite do terreno (muro, cerca viva, etc.) até um ponto inical da obra. No mínimo, colocar sempre duas cotas.
Nesta Planta, ainda podemos também definir a locação dos "molhos" (vegetação tasteira ou não), calçadas, caminhos, etc., sempre cotando, ou amarrando ao terreno.

Na Planta de Cobertura, indicamos sempre as posições das águas, ou seja, para que lado cada pedaço do telhamento está inclinado.



NOTE: dependendo do tipo de Planta Baixa, as informações contidas nelas devem mudar, como por exemplo, se for uma Planta de Pontos Elétricos, Elétrica, Hidráulica. Nestas, não interessa mais as áreas, cotas de ambientes, esquadrias, etc., e sim, as cotas necessárias para representar, para indicar, o que se pretende fazer naquela Planta (hidráulica, elétrica, etc.).

NOTE: sempre indique abaixo de qualquer Planta ou desenho em geral, a escala e a identificação do desenho, como Planta Baixa, ou Planta de Situação. Se possível, indique também áreas, como de terreno, construída, coberta, etc.

NOTE: a melhor livraria para seu projeto, é aquela que está em sua volta, como sua casa, sua rua, cidade. Pesquise sempre, saia medindo paredes se preciso. Caso não tenha nenhuma trena, use o palmo, dedos, pois o que vale mesmo, não é a medida exata, mas sim noção de espaço. O que cada ambiente representa para o usuário, assim como o que cada usuário representa para cada ambiente.



(Fonte: http://www.sitengenharia.com.br/arquiteturaplantabaixa.htm)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Tipos de telhas

Estava pesquisando e achei os tipos de telha, pra quem quiser conhecer melhor vejamos aqui no meu blog:

telha eternit:: Telhas de Fibrocimento

As telhas de fibrocimento são muito utilizadas em construções pelo Brasil afora por terem baixo custo de instalação e por não exigirem madeiramento muito resistente. Do projeto mais simples ao mais complexo, é indispensável um produto resistente e durável, econômico, fácil e rápido de instalar.

:: Telhas de Barro

telha francesaTelha Francesa

Consumo médio: 16 a 24 unidades por m²
telha francesa possui forma quadrada e é composta de uma só peça, com certas saliências especiais para melhor fixação. Com 16 unidades cobre-se um metro quadrado. Porém, as telhas francesas quase planas, exigem uma inclinação de 45%. Economiza-se muito no custo da telhas, mas gastava-se muito mais na estrutura de madeira.

telha colonialTelha Colonial

Consumo médio: 24 unidades por m²
O nome explica sua origem. Telha composta por duas partes iguais separadas: capas e bicas. Design simples e de fácil instalação.

telha_italiana

Telha Portuguesa

Consumo médio: 16 unidades por m²
telha portuguesa é a evolução da antiga e tradicional telha colonial. É composta por uma única peça o que a torna bem mais econômica. Seu design possui encaixes modernos e sofisticados e permite maior estabilidade.

Telha Romana

Consumo médio: 16 unidades por m²
telha romana é a evolução da antiga telha plan, que por sua vez era a evolução da tradicional telha colonial. Também permite encaixe facilitado garantindo maior estabilidade.

Telha Americana (foto 1)Telha Americana

Consumo médio: 12 unidades por m²
telha americana é a evolução da telha portuguesa, que é evolução da telha colonialDesign mais arrojado e contemporâneo, essa telha tem bastante aceitação no mercado. A média de consumo é de 12 telhas por m², sendo assim a telha mais econômica para o cliente. 

Telha Americana Branca e Branca Mesclada

Consumo médio: 12 unidades por m²
telha BRANCAAs telhas americanas brancas são produzidas com um barro especial muito escuro que após a queima torna-se branco. As telhas brancas mescladas são parte das telhas que durante a queima são colocadas no alto forno, próximo aos bicos de fogo. A chama direta requeima partes da telha, tornando-a mesclada. Para proteger a cor branca contra manchas e infiltrações é preciso aplicar uma resina incolor que pode ser à base d’água. O consumo médio é de 12 telhas por m². 

:: Telhas Esmaltadas

Tratamento especial à base de poliéster que permite colorir telhas. As telhas esmaltadas são uma boa opção para quem precisa de telhas coloridas para se adequarem a determinados projetos arquitetônicos como escolas, creches, lojas.

telha concreto:: Telhas de Concreto

Consumo médio: 10 unidades por m²
As telhas de concreto são à base de cimento e areia. Possuem tamanho bem maior que as tradicionais telhas de barro e não são tão pesadas quanto aparentam ser. É a telha mais resistente do mercado e com melhor encaixe.

resinada:: Telhas Resinadas

Com o surgimento de novas tecnologias, as telhas resinadasatuais têm demonstrado boa performance na impermeabilização de telhas. O que aumenta a durabilidade e apresenta diversas possibilidades de decoração de telhados.

telha de vidro:: Telhas de Vidro

As telhas de vidro são excelentes para criar pontos de iluminação interna através dos telhados. Intercale telhas de vidro com telhas de barro e crie diversas formas de iluminação natural. Porém, caso queira dar esse efeito, leve um modelo da telha de barro até à loja onde irá comprar a telha de vidro para conferir se ambas se encaixarão com perfeição.

telha plastico:: Telhas de Plástico

São telhas leves e fáceis de carregar e não exigem madeiramento muito resistente. Atuam como isolante térmico e acústico e são resistentes a produtos químicos. Podem ser encontradas em várias cores e modelos o que facilita sua adaptação a vários projetos. Servem como alternativa mais econômica às telhas de vidro, que são bem mais onerosas.

telha alumínio:: Telhas de Alumínio

São leves, resistentes e podem ser intercaladas com material isolante termoacústico.





(Fonte: Conheça vários tipos de telhas disponíveis-http://www.blogdomenorpreco.com.br/conheca-variados-tipos-de-telhas-03/03/2011 as 18:32)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Plano Cerdà: A nova Barcelona proposta por Cerdà

Estou estudando teoria do urbanismo II e achei um texto falando das propostas que Cerdá fez em Barcelona
o link é esse: http://planocerda.blogspot.com/2007/05/o-plano-cerd-nova-barcelona-proposta_29.html
Mas vou postar aqui tbm:

O Plano Cerdà: A nova Barcelona proposta por Cerdà

A proposta de Cerdà para a cidade de Barcelona, aprovada inicialmente em 1859, apresenta uma intervenção completamente diferente. Os dois traçados urbanísticos básicos na época, a quadrícula e o radial – neste caso o segundo subordinado ao primeiro – eram sintetizados em um grande retângulo de sessenta por vinte módulos, localizado no espaço livre deixado entre a cidade medieval amuralhada e os povoados vizinhos e cortado por duas diagonais.

A casa é o ponto de partida do raciocínio de Cerdà. As habitações planejadas por Cerdà tinham como características: a privacidade do indivíduo no lar, com condições dignas de vida, o higienismo (sol, vento, ar, luz natural), que deveriam estar presentes nas habitações e o custo, adaptação do empreendimento para a classe operária.

Emprega grande esforço na formulação das “ilhas tipo” e, a partir do reconhecimento da quadrícula como o traçado que reúne tanto vantagens de ordem circulatória, topológica, construtiva, jurídica como urbanística, chega ao módulo quadrado de 113m de lado com um chanfro de 20m como o mais adequado.

Ao compreender a necessidade de compactação da cidade industrial, abre mão de qualquer exemplo de habitação unifamiliar com jardim, ideais no seu pensamento, mas procura manter o máximo de qualidade ambiental.
Imagem – Ildefonso Cerdà, Plano para Barcelona, 1859. Ilha-tipo. Fonte: TARRAGÓ CID, Salvador. Catálogo da exposição Cerdà, urbs i territori.

Cerdà escreve em sua “Teoria Geral da Urbanização” que a presença dos dois conceitos diretores, a “habitação” e a “circulação”, que hoje mais do que nunca continuam sendo os dois pólos operacionais do urbanismo estão presentes no plano de Barcelona no cuidado com a habitação e no projeto cuidadoso de uma rua realmente racional, com 20m de largura e separação entre os meios de locomoção.


Devemos entender como cidade tradicional um organismo urbano gerado através de um longo processo histórico. Neste contexto, tanto o traçado viário como a habitação coletiva são elementos que não podem ser concebidos separadamente. Não existem, portanto espaços indefinidos nesta relação restrita aos domínios do publico e do privado. A quadra da cidade tradicional se caracteriza por ser claramente delimitada e homogênea.

O plano de Cerdá desenha uma grelha ortogonal, incluindo praças. A cada conjunto de nove quadras e vias correspondentes se inscreve dentro de um quadrado de lado. A quadricula estende-se até os núcleos urbanos vizinhos e envolve a cidade medieval. Apesar de aparentar a imposição de uma nova ordem, indiferente ao contexto, o ajuste das bordas é feito com extrema habilidade tendo como suporte avenidas diagonais que surgem a partir de conexões pré-existentes. O corte diagonal nas arestas da quadra transforma o simples cruzamento de vias em lugar, gera também desta forma maior amplitude visual dos edifícios de esquina. As grandes avenidas possibilitam a conexão metropolitana e a integração à viabilidade universal. A tipologia é ortogonal, homogênea e igualitária. O melhor exemplo de habitação coletiva inserida neste contexto é a Casa Milà de Antoni Gaudí.


O plano previa quadra com ocupação perimetral em dois ou no máximo três lados. Os edifícios não ultrapassariam mais do que dois terços da superfície do quarteirão. Os espaços internos resultantes se abririam para a cidade oferecendo equipamentos públicos e generosas áreas arborizadas. O importante é enfatizar que neste momento a quadra passa de uma condição de residual para se tornar suporte de uma composição urbana que a tem como espaço da cidade. O perímetro da quadra deixa de ser o limite do espaço público.

Cerdà prevê o fluxo simultâneo de pedestres (com ou sem carga), de carruagens e trens elétricos. Serviços como água, rede de esgoto, telégrafo, ferrovia e rede de energia elétrica são planejados de modo que não poluam ou interfiram na paisagem da cidade (cabos, fios, postes e etc.), estes devem ser subterrâneos. Cerdá pensa na cidade como um todo: o ato de ir e vir, seja qual for o meio de transporte, a ordenação dos serviços básicos, o enquadramento e as perspectivas do lugar.

As ruas eram planejadas seguindo os princípios da orientação solar, largura, perfis transversais, tipo de pavimentação, diferença de cotas entre outros. As paisagens, praças e quadras deveriam interagir entre si, além de serem elementos harmônicos na cidade: isso seria possível através da análise de cortes (relação altura x largura) e na relação da casa com a quadra.
Analisa as entradas (portas), muralhas e vias de acesso. As muralhas são as condições do contorno e um elemento importante para a densificação do tecido urbano. Cada porta da cidade é o ponto de confluência de vias, sendo estes acessos centros do movimento. Quando limitamos as vias de acesso (interior x exterior), limitamos também a expansão natural das cidades.

Os centros de ação de Cerdà eram classificados conforme o tipo de atividade exercida e a mobilidade permitida pelo espaço: políticos ou administrativos, econômicos ou industriais, viários existentes, lazer ou áreas verdes.

Do desejo original de Cerdà permaneceu apenas o traçado viário, que é o elemento mais visível e conhecido de sua obra. As quadras foram maciçamente ocupadas no perímetro junto ao alinhamento da calçada retomando um caráter que a reaproximou da quadra tradicional. Originalmente as quadras foram concebidas em média com 67.000m³ de área construída, atualmente após 150 anos de adensamento progressivo temos em média 295.000m³ de área construída por quadra.



Talvez ajude vcs com a prova!